Wednesday, 2 December 2009

Wednesday, 11 November 2009

Monday, 2 November 2009

Agora entendo...

As minhas palavras são cegas: tropeçam na língua e embatem nos dentes.

Ser forte...

Ser forte não é saber conter as lágrimas.
Ser forte é saber enxuga-las, limpando a tristeza que nelas existe.
Quando a vontade é de entregar-se ao chão frio, corpo mole e pesado, é deixar-se cair.
Ser forte é saber levantar-se.
Às vezes detesto a minha fraqueza.
Tenho medo, muito medo.

Friday, 23 October 2009

Lento, sem pressa...ao contrário dos meus últimos dias...

e da minha cabeça.



I'm sentimental, so I walk in the rain
I've got some habits even I can't explain
Could start for the corner, turn up in Spain
But why try to change me now?

I sit and daydream, I've got daydreams galore
Cigarette ashes, there they go on the floor
I'll go away weekends, leave my keys in the door
But why try to change me now?

Why can't I be more conventional?
People talk, people stare, so I try
But that's not for me, 'cause I can't see
My kind of crazy world go passing me by

So, let people wonder, let 'em laugh, let 'em frown
You know I'll love you till the moon's upside down
Don't you remember I was always your clown?
Why try to change me now?

Tuesday, 13 October 2009

Conheço aqueles corredores de uma ponta à outra.
Sentei-me na sala de espera. Muito cedo, pelo sinal. Ninguém à vista. Liguei a televisão. Em silêncio.
Começaram a chegar pessoas, aos poucos, por motivos diversos, mas todas para o mesmo que eu - esperar.
Tempo não me faltava.Comecei a observá-las. Uma senhora comentava que a vida não lhe podia correr pior, era doenças atrás de doenças, desgraças atrás de desgraças. Outra, até muito parecida fisicamente, ia escrevendo rapidamente,num papel todo amachucado, os nomes de todos os medicamentos que tomava, para dizer ao médico.Pelos vistos, eram muitos, pois comentou que se os trouxesse, teria de ser numa caixa enorme.
...
O nefrologista disse que estou nova. Novinha em folha.
(É...dizem que sim...)
...
Aqueles corredores contam histórias de vida...e...infelizmente morte.
De longe vi o edificio de internamento do outro lado do IPO. Está diferente. Já não é o meu. É de outras pessoas corajosas e lutadoras. Que mais tarde, vão estar deste lado. Nestes corredores com um ar mais leve, cuja porta entramos e saimos, no mesmo dia.
As enfermeiras da pediatria já nem me conhecem.
...
É tempo de fechar estas memórias. É tempo de seguir em frente. Porque já lá vão muitos anos.
E porque estou boa.