Tuesday, 20 May 2008


Lève toi c'est décidé
Laisse-moi te remplacer
Je vais prendre ta douleur

Doucement sans faire de bruit
Comme on réveille la pluie
Je vais prendre ta douleur

Elle lutte elle se débat
Mais ne résistera pas
Je vais bloquer l'ascenseur...
Saboter l'interrupteur

Mais c'est qui cette incrustée
Cet orage avant l'été
Sale chipie de petite soeur ?

Je vais tout lui confisquer
Ses fléchettes et son sifflet
Je vais lui donner la fessée...
La virer de la récrée

Mais c'est qui cette héritière
Qui se baigne qui se terre
Dans l'eau tiède de tes reins ?

Je vais la priver de dessert
Lui faire mordre la poussière
De tous ceux qui n'ont plus rien...
De tous ceux qui n'ont plus faim

Dites moi que fout la science
A quand ce pont entre nos panses ?
Si tu as mal là où t'as peur
Tu n'as pas mal là où je pense !

Qu'est-ce qu´elle veut cette conasse
Le beurre ou l'argent du beurre
Que tu vives ou que tu meurs ?

Faut qu'elle crève de bonheur
Ou qu'elle change de godasses
Faut qu'elle croule sous les fleurs
Change de couleur...
Je vais jouer au docteur

Dites moi que fout la science
A quand ce pont entre nos panses ?
Si tu as mal là où t'as peur
Tu n'as pas mal là où je chante !

Camille, "Ta douleur"

Monday, 19 May 2008

Semana purificadora....

Musique française...ma joie...

T’es beau…

T’es beau,
T’es beau parce que t’es courageux,
De regarder dans le fond des yeux,
Celui qui te défie d’être heureux.

T’es beau,
T’es beau comme un cri silencieux,
Vaillant comme un métal précieux,
Qui se bat pour guérir de ses bleus.

C’est comme une rengaine,
Quelques notes en peine,
Qui forcent mon cœur,
Qui forcent ma joie,
Quand je pense a toi,
A présent.

J’ai beau,
J’ai beau me dire qu’au fond c’est mieux,
Même si c’est encore douloureux,
Je n’ai pas de recoin silencieux.

C’est beau,
C’est beau parce que c’est orageux,
Avec ce temps je connais peu,
Les mots qui traînent au coin de mes yeux.

C’est comme une rengaine,
Quelques notes en peine,
Qui forcent mon cœur,
Qui forcent ma joie
Quand je pense à toi,

Toi qui sors de scène,
Sans armes et sans haine,
J’ai peur d’oublier,
J’ai peur d’accepter,
J’ai peur des vivants,
A présent.

T’es beau…

Pauline Croze, "T'es beau".

Wednesday, 14 May 2008

Hoje não...

Não me acordem.Hoje não me acordem.Hoje,sim hoje!
Não me acordem.
Não acordo.
Não me levanto.
Não abro os olhos.
Não lavo a angústia.
Não enxaguo a tristeza.
Não visto a alegria.
Não calço o sorriso.
Não bebo o brilho do olhar.
Não mastigo as lágrimas,
Deixo-as soltas ao vento...como o meu cabelo,
Como a minha vida,como o meu futuro, como o meu destino...

Pedro Abrunhosa,"É dificil".

Monday, 12 May 2008

Equilíbrio interior....

Após alguns anos, descobriram que tenho dois baços,um baço acessório.
Estão a crescer coisas dentro de mim.Um dia destes dou por mim com dois corações, quatro pulmões.Quer dizer, até já os posso ter.Se isto é de nascença, e só agora é que descobri...nunca se sabe.Talvez me cresçam uns bracitos e umas pernitas....Mas, nada é por acaso.Menos um rim,mais um baço.A isto chamo equilíbrio interior.Equilíbrio orgânico.
Tenho mais defesas, pois uma das funções do baço, é a de produção de anticorpos e linfócitos.Tenho também,aproximadamente,mais 150 g.
C'um caneco, estou cheia de sorte!

Wednesday, 7 May 2008

Ilegível...Incompreensível...

Disseram-me um dia destes que era um livro difícil de ler, pois tinha cadeado, ou melhor, código de dez números,alarme, arame farpado...
Não sou difícil de ler...Sou simplesmente um livro por abrir.Mas há que folheá-lo,lê-lo com olhos de ver.
Não se conhece um livro sem o abrir e ler.A capa não basta.
Mas, gosto. Sou um livro.Sou um livro.Difícil ou não sou um livro.
Que mesmo eu tenho dificuldade em abrir.Mas, sei que sou a única que não pode fugir disso.
Eis:
(...)
"Minha inteligência tornou-se um coração cheio de pavor,
E é com minhas ideias que tremo, com a minha consciência de mim,
Com a substância essencial do meu ser abstracto
Que sufoco de incompreensível,
Que me esmago de ultratranscendente,
E deste medo, desta angústia, deste perigo do ultra-ser,
Não se pode fugir, não se pode fugir, não se pode fugir!"
(...)
Álvaro de Campos

Tuesday, 6 May 2008

...


So,
So you think you can tell
Heaven from Hell,
Blue skies from pain
Can you tell a green field
From a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?


Did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
Did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?

How I wish, how I wish you were here
We're just two lost souls
Swimming in a fish bowl,
Year after year,
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears
Wish you were here

Pink Floyd,"Wish you were here".

Friday, 2 May 2008

Momentos congelados no tempo...

...que se derretem em mil gotas e se infiltram, abrindo caminho em direcção ao mar de emoções.A alma ficou em estado de hipotermia.As minhas pernas,dois caules com raízes profundas.Os dedos gelaram.Os braços pesados...
O coração deixou de bombear o sangue...foi parando lentamente...lentamente.Duas pedras,em vez de dois pulmões.Sufocava.
Um grito interior que encontrou as portas fechadas.O meu cérebro prestes a desligar-se.Mas, aguentou-se mais uns miseráveis segundos, para gravar bem fundo na memória esse momento.
Desligou-se.
Fiquei ali - Congelada no Tempo.
Espaço.


...E não é por nada mas o tempo anda fodido...